quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Dying


Lá fora, um vento frio e confortável soprava lento e calmo, me dando arrepios cada vez que chegava à minha nuca e fazendo com que cada pelo do meu corpo se eriçasse. A fraca luz que a lua emitia iluminava os carros ao meu redor, deixando-os levemente prateados. As nuvens negras passeavam lenta e livremente pelo céu, escurecendo-o ainda mais e pareceram finalmente se acomodar quando pousaram delicadamente na frente da lua, deixando tudo na completa escuridão. Não havia mais luz. Não havia mais carros. Não havia mais. Era apenas eu e o nada. E ali, sozinha no escuro, eu me senti em paz e sorri, pela última vez.