Lá fora, um vento frio e
confortável soprava lento e calmo, me dando arrepios cada vez que chegava à
minha nuca e fazendo com que cada pelo do meu corpo se eriçasse. A fraca luz
que a lua emitia iluminava os carros ao meu redor, deixando-os levemente prateados. As nuvens negras passeavam lenta e livremente pelo céu, escurecendo-o ainda
mais e pareceram finalmente se acomodar quando pousaram delicadamente na frente
da lua, deixando tudo na completa escuridão. Não havia mais luz. Não havia mais
carros. Não havia mais. Era apenas eu e o nada. E ali, sozinha no escuro, eu me
senti em paz e sorri, pela última vez.
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